Chapter 6 of 51

: Capítulo 6

Saved By A Dark Billionaire-pt3,198 words~16 min read

Chegamos ao prédio da Hailey pouco depois. Lucas abriu a porta novamente e entregou as chaves ao manobrista. Passamos pelo porteiro, Scott, que me recebeu com um sorriso. Ele era um homem corpulento, com um temperamento muito doce. Todos adoravam o Scott.

— Boa noite, Sra. Brewer. — Scott tirou o chapéu quando passamos.

— Ei, Scott! — dei um largo sorriso para ele. — A Hailey já foi embora?

— Não, senhora. Eu não a vi descer.

"Ok, obrigado."

Subimos pelo elevador. Lucas estava com uma mochila no ombro, com suas roupas extras dentro. Quando as portas do elevador apitaram, caminhamos em direção à cobertura. Me atrapalhei com a chave por um instante, já que não abria aquela porta com muita frequência. Fiquei envergonhado até que a porta finalmente se abriu. Não esperava que nos deparassem com tal visão. Que diabos aconteceu aqui?

"Hailey?", gritei enquanto me aproximava da bomba que havia explodido na cozinha. O lugar estava um desastre completo. "Hailey, você tentou cozinhar de novo?"

Hailey não sabe cozinhar nem para salvar a própria vida, mas mesmo assim tenta. Ela jura que precisa de mais prática, mas acho que está amaldiçoada. Tudo para de funcionar quando ela toca em algo na cozinha. Por pouco não fui atingida por uma substância estranha grudada no teto. Lucas estava segurando o riso atrás de mim, pegando o que parecia ser uma tentativa de brownies, talvez?

Ele olhou com curiosidade, fitando-me com os lábios apertados. Tentava ser educado e não rir, mas não conseguiu mais se conter. Sua risada encheu o apartamento e meu coração. Era o melhor som que eu ouvira em muito tempo. Sua risada era perfeita e combinava perfeitamente com ele. Era contagiante também, me fazendo rir junto com ele.

Hailey saiu do quarto com uma toalha na cabeça, claramente tendo saído do chuveiro. Ela olhou para nós dois enquanto contíamos o riso. Suas bochechas coraram intensamente quando ela olhou para a cozinha e depois para Lucas. Ela não se importou que eu tivesse visto, pois eu já vi muitas vezes. Ela, no entanto, se importou que Lucas tivesse visto.

'Hailey, eu já te disse para parar de tentar cozinhar. O que aconteceu?'

Ela estreitou os olhos para a batedeira, como se ela tivesse lhe feito mal por existir. Apontou para ela com os olhos semicerrados. "Aquela coisa maldita aconteceu. Estava indo muito bem até eu usar aquilo. Tudo o que fiz foi conectá-la e ligá-la, só que quando abaixei, ela jogou a massa para todo lado."

"Hailey, você ligou o aparelho com a parte do mixer ainda ligada?", perguntei, percebendo onde ela errou.

— Sim. — Ela assentiu.

'Hailey, você tem que colocar a batedeira na tigela antes de ligá-la, e sempre na potência baixa para começar.' Balancei a cabeça para ela.

— Ah, assim faz mais sentido. — Ela corou. Eu ri, abraçando-a com força.

"Eu te amo, Hailey. Obrigada por tentar fazer o meu favorito."

"Eu queria saber como foi. Pensei que poderíamos comer brownies enquanto conversávamos, mas obviamente foi uma péssima ideia. Você vai fazer o que precisa fazer e eu limpo aqui." Ela me empurrou em direção ao meu quarto. "Você também, Lucas." Lucas me deu um sorriso irônico enquanto me seguia até o meu quarto. Mordi o lábio em antecipação, me perguntando se conseguiríamos ficar longe um do outro enquanto nos trocávamos sozinhos em um quarto com porta fechada.

"Você poderia abrir o zíper para mim?", perguntei ao Lucas depois de trancar a porta. Ele se aproximou de mim sem dizer uma palavra, deixando-me sentir sua presença antes que suas mãos percorressem minhas costas. Seus dedos agarraram o zíper, puxando-o para baixo lentamente, prolongando o momento. Ele então beijou minhas costas expostas, me fazendo respirar fundo. Eu apreciei a sensação de seus lábios quentes na minha pele. Ele tirou meu vestido dos meus braços, causando arrepios onde seus dedos o tocaram.

"Você é tão linda, Rose. Me desculpe por ter te feito suportar um jantar com a Clover. Eu não sabia quem ela era para você." Ele suspirou enquanto se inclinava e beijava minha nuca. Seus braços envolveram meu torso agora nu, pressionando minhas costas contra seu peito. Ele inalou meu perfume enquanto ficamos ali por um momento em silêncio.

— Não é sua culpa. Me desculpe por ter te arrastado para o meu drama idiota. — Revirei os olhos ao me lembrar de Clover.

"Não me importei de ouvir você colocar ela e a sua ex-merda no devido lugar." Ele beijou meu pescoço novamente. "Nossa, você é tão perfeita, Rose." Dei uma risadinha com a ideia de ser perfeita.

— Longe disso. — Balancei a cabeça. Lucas rapidamente me virou para encará-lo. Seus olhos estavam famintos enquanto me encaravam.

"Você. É. Perfeita." Ele pronunciou cada palavra lentamente, como se tentasse gravá-la na minha mente. Então, inclinou-se e me deu um beijo que eu nunca tinha experimentado antes, um que me tirou o fôlego. "Vamos nos vestir. Estou curioso para ver aonde você quer que a gente vá."

Lucas me soltou, virou-se para a bolsa e pegou suas roupas. Eu ainda estava perdida naquele beijo arrebatador enquanto fiquei ali parada por um momento, observando-o. Quando finalmente me recompus, vesti uma camisa preta comprida e calças de ioga. Planejava mostrar a ele o que eu era capaz de fazer naquela noite.

Íamos ao clube de luta clandestino que encontrei no meu primeiro ano na Columbia. Ouvi alguns caras falando sobre ele no campus e fui conferir pessoalmente. Sou bem conhecido lá agora, tendo vencido inúmeras lutas. Era uma boa maneira de ganhar um bom dinheiro. Parei de ir quando comecei a namorar o Julius, porque ele não achava apropriado eu lutar. Virei-me e encontrei o Lucas completamente trocado, com uma blusa escura e uma calça jeans desbotada. Ele era bonito, não importava o que vestisse. Ele me olhou com curiosidade, tentando entender para onde estávamos indo pela minha roupa. Duvido que ele vá adivinhar.

"Hailey, estamos indo agora. Volto mais tarde", eu disse a ela, encontrando-a ainda na cozinha com a maior parte da bagunça já limpa. Ela viu o que eu estava vestindo e deu um grande sorriso.

"Manda ver eles no inferno." Ela piscou para mim com um sorriso. Ela sabia o quanto eu gostava de brigar. Eu sei que é contraditório querer brigar quando você já viu abuso antes. Não faz sentido eu recuar para o Lucas, mas não num ringue com alguém que está realmente tentando me machucar. Acho que é o fato de eu saber que posso machucá-los de volta. Brigar me devolve o controle.

— Obrigado, Hails. — Lucas parecia ainda mais intrigado agora, enquanto o seguia de perto.

"Você vai me dizer para onde estamos indo agora?", ele me perguntou quando chegamos ao elevador.

— Não, você verá quando chegarmos lá. — Dei um sorriso brincalhão, provocando-o um pouco. Ele fez algo esta noite que aparentemente nunca tinha feito antes. Lisa disse que eu era a única garota que ele tinha trazido para casa, então eu quero que ele mostre uma parte de mim que poucas pessoas já viram. Se ele se assusta por causa disso, então nunca foi para ser mais do que apenas sexo.

"Você vai ter que me dizer para onde estamos indo para que eu possa dirigir."

— Não, eu te oriento. — Pisquei enquanto saía do elevador, indo na direção do manobrista.

— Vai embora de novo, Sra. Brewer? — perguntou Scott, surpreso.

— É, uma última parada antes de ir embora. Te vejo amanhã, Scott.

— Até amanhã, Sra. Brewer. — Lucas não teve a chance de abrir minha porta desta vez, como o manobrista fez. Entrei sem protestar, mas Lucas não gostou de não ter sido ele quem abriu minha porta. Eu pude perceber isso em sua postura rígida enquanto se sentava, olhando para o manobrista.

"Siga em frente e vire à direita na 74", eu disse a ele, atraindo sua atenção de volta para mim.

Eu nos guiei por todo o caminho até lá, fazendo-nos parar no armazém abandonado onde eles se encontrariam hoje. O local sempre mudava para impedir que os policiais o encontrassem. O local de hoje era um grande armazém abandonado com iluminação pública precária.

"Para onde você me levou, Rose?" Lucas parecia divertido enquanto olhava ao redor.

"Venha descobrir." Sorri, abrindo a porta e saindo rapidamente, rindo baixinho. Corri em direção à porta lateral do prédio.

Ele trancou o carro, acelerando para me alcançar. Agarrou minha mão e entrelaçou nossos dedos enquanto eu nos guiava para dentro. Eu não tinha mais certeza do que ele queria de mim. Será que ele quer mais do que sexo? Tipo, você costuma andar de mãos dadas com alguém com quem só está ficando? Parece algo que se faz quando se está namorando. Estamos namorando?

Levei-nos até a porta lateral, onde um homem grande e musculoso nos aguardava. Falei as palavras, permitindo-nos passar por ele. Ao descermos para o porão, onde acontecia a ação, era possível ouvir os aplausos da multidão animada. Em frente à porta do porão estava outro homem grande e extremamente musculoso. Ele tinha uma cabeça calva e brilhante, com uma linda pele de ébano. Ele me lançou um sorriso ao me reconhecer.

"Ei, Carter", cumprimentei-o com um sorriso de volta.

'Twinkle Toes, você voltou!', disse ele, animado. 'Você vai lutar hoje à noite?'

"Você sabe! Avisar o Davis para mim?", perguntei. Davis era o homem encarregado das lutas.

— Ele vai ficar feliz em saber. — Carter ligou o rádio. — Ei, Davis, você nunca vai acreditar em quem voltou. — Deveria ser óbvio para Lucas o que aquele lugar era agora, se é que já não era. Eu estava nervosa para me virar e olhar para ele. E se ele achar isso muito estranho? Ou se ele se sentir incomodado por mulheres fortes? Finalmente criei coragem para olhar para ele. Meu peito apertou com a visão.

Rose finalmente se virou para me olhar. Seus lindos olhos azuis-claros me cativaram ainda mais. Sorri para ela, animado para vê-la lutar. Ela me levou a um lugar onde eu nunca tinha estado antes. Fiquei surpreso que ela conhecesse um lugar assim, e pelo visto, eles a conheciam bem.

"Quem é?" O homem que presumo ser Davis veio pelo walkie talkie.

"Twinkle Toes." O sorriso de Carter se alargou de excitação.

Brilham os dedos dos pés. Como será que ela ganhou um nome de lutadora desses? Não parece muito agressivo, mas ela é respeitada o suficiente para ser conhecida por esses homens. Com uma reação tão animada, ela deve ser uma boa lutadora. Minha Rosa tem espinhos mais afiados do que eu pensava.

— Nem pensar! Já vou! — Davis parecia tão animado quanto Carter. Rose apertou minha mão e se virou para mim novamente.

"Espero que não se importe que eu vá embora por um tempinho esta noite. Queria te mostrar um lugar especial para mim", explicou ela, fazendo meu coração disparar. "Porra, estou gostando muito dessa garota."

"Não me importo nem um pouco, desde que eu consiga um lugar na primeira fila para assistir à sua luta." Pisquei para ela, fazendo-a corar.

"Esse é seu namorado?" Carter me avaliou com os olhos. Ele pareceu se divertir com a nossa interação.

"Ele-" Rose olhou fixamente, mas eu interrompi.

"Sim, sou." Surpreendi Rose profundamente, e até a mim mesma. Nunca me declarei namorado de ninguém, mas senti a necessidade de reivindicar meu direito aqui e agora. Esperava que ela não denunciasse minha mentira. Ela ia dizer alguma coisa, mas a porta se abriu atrás de Carter, revelando um homem alto e musculoso. Ele devia ter uns 40 anos, com longos cabelos loiros presos em tranças vikings. Ele ergueu os lábios e exibiu um sorriso largo, olhando para minha Rose.

Ele a abraçou, carregando-a num abraço de urso. Rose não soltou minha mão, apertando-a enquanto ele a apertava. Davis a colocou de volta no chão com um tapinha na cabeça. Normalmente, eu ficaria com ciúmes se um cara abraçasse minha garota daquele jeito, mas Davis a olhava mais como uma filha do que qualquer outra coisa.

'Droga, twinkle toes, faz muito tempo. Você desapareceu da face da Terra.' Rose suspirou, coçando a nuca nervosamente. 'Eu sei. Desculpe, mas estou de volta agora. Pelo menos algumas noites por mês, se você ainda me aceitar?'

Davis soltou uma risada, colocando a mão no ombro de Rose. — Claro que teremos você de volta! Você é o melhor lutador que já tive aqui nos últimos tempos. Embora tenha havido alguma competição desde que você se foi. Não se preocupe. Vou começar com você no meio do caminho e voltar ao topo.

"Parece bom." Rose sorriu. Eu podia ver que ela estava cheia de entusiasmo. Ela estava impaciente, pronta para entrar no ringue. Adoro ver esse lado dela. Acho que ninguém jamais imaginaria que ela tinha esse espírito de luta feroz. Ela parece quieta e reservada quando está fora, sim, ela é tudo menos isso. Ela é uma bola de fogo, minha Rose flamejante.

"Vamos, garota, você vai na próxima. Seu namorado pode ficar comigo", Davis disse a ela, abrindo a porta atrás de si.

Havia três ringues montados ali embaixo. Cada um cercado por sua própria torcida. Os aplausos eram altos, assim como a música. As luzes brilhavam sobre o ringue, mas o resto do lugar estava escuro. Apostas eram feitas em cada luta, incentivando a torcida a torcer por seu lutador com mais força do que antes. Havia homens e mulheres em cada luta. Sem árbitros, sem sinos, sem regras, a verdadeira natureza underground.

Fiquei nervoso pensando em Rose se machucando, mas quando vi seu rosto, soube que não podia negar isso. Ela parecia estar olhando para uma árvore de Natal cheia de presentes. Parecia animada, faminta e pronta para a ação. Não consegui me conter, agarrei seu queixo e a virei para mim. Capturei aqueles lábios perfeitos dela com os meus em um beijo carinhoso.

"Vá pegá-los, Twinkle Toes", sussurrei em seu ouvido, fazendo-a corar.

"É melhor você torcer por mim", ela me disse enquanto caminhava em direção ao ringue que Davis havia indicado. Ele ficou para trás, comigo, esperando as lutas atuais terminarem.

"Você já a viu lutar antes?"

"Não em um ringue", eu disse a ele, pensando na maneira como ela lidou com o homem no clube na noite passada.

— Você vai se divertir muito. — Davis sorriu enquanto mantinha o olhar na luta que agora havia terminado.

"Nossa, cara!", o cara com o microfone perto da cabine do DJ chamou a atenção de todos. "Vamos ter uma surpresa hoje à noite!", continuou ele. "Nossas próximas lutas são entre a atual campeã Mercy the Merciless e Don Juan no Ringue Um. No Ringue Dois, temos Donny, o túmulo, contra John The Lightning Kid. E no Ringue Três, temos a campeã Olive Twinkle Toes, que retorna, contra Dana the Cobra." A plateia foi à loucura ao ouvir o nome de luta de Rose. Campeã que retorna, hein?

"Por que vocês a chamam de Twinkle Toes?", perguntei a Davis, gritando em meio ao barulho da multidão.

"Você verá. Ela é leve e extremamente rápida, dançando em volta dos oponentes. Ela também não se machuca muito em uma luta, mas causa bastante dano", explicou Davis. Fomos em direção ao Ring Three para observar Rose.

Davis abriu caminho entre a multidão, garantindo-nos um lugar bem ao lado do octógono. Vi Rose entrar no ringue com as mãos enfaixadas e uma guarda na boca. Ela sacudia o corpo enquanto pulava, se soltando. Sua oponente era uma mulher maior, com músculos mais robustos. Ela tinha cabelos pretos curtos e uma expressão séria e determinada no rosto. Rose se concentrou na luta, pulando entre os pés na ponta dos pés. Sorri, lembrando-me do nome dela.

"Vamos começar as brigas!", disse o locutor, enquanto a música tocava.

Rose e sua oponente circulavam o ringue, encarando-se. Rose mantinha os braços erguidos e prontos. Ela havia prendido o cabelo para trás, exibindo as maçãs do rosto salientes e o maxilar firme. Ela estava radiante naquele ringue. Cobra investiu contra ela, mas Rose girou em torno dela, simultaneamente a socando bem na lateral. Cobra atacava e Rose dançava ao seu redor. Era lindo ver como ela comandava o ringue. Ela venceu Cobra facilmente, levando apenas um soco o tempo todo.

— Venha comigo. A gente se encontra com ela lá. — Davis fez um sinal com a cabeça, me fazendo segui-lo pela multidão. O ringue da Rose tinha a maior multidão.

Minha garota é incrível.

Minha garota. Preciso fazer dela minha garota.

Vi Rose ao longe, tirando o protetor bucal. Corri até ela, agarrei-a e a girei. Meus lábios encontraram os dela enquanto a beijava novamente, antes de me afastar e sorrir orgulhosamente para ela.

"Você foi incrível." Suas bochechas estavam com um tom de rosa maravilhoso quando a coloquei de volta no chão. Esfreguei delicadamente com o polegar o local que sua oponente havia atingido. Ela não se contraiu, então imaginei que não estivesse muito sensível. Davis pigarreou, chamando nossa atenção. Ele tinha uma expressão divertida no rosto enquanto nos encarava.

"Ótimo trabalho, Twinkle Toes. Me avise quando quiser fazer de novo este mês. O Hughes está com o seu dinheiro na saída. É ótimo ter você de volta." Davis deu um tapinha nas costas dela enquanto se afastava. Rose se virou, olhando para mim com aqueles olhos lindos e enormes. Ela puxou o elástico do cabelo, balançando a cabeça para soltar o cabelo. O jeito como o cabelo dela caía sobre os ombros me fez querer levá-la de volta para minha casa e transar com ela com força.

"Para onde vamos agora?" Levantei uma sobrancelha enquanto envolvia seu corpo com o braço e a puxava para perto do meu peito.

"Sua casa?" Ela mordeu o lábio, obviamente sentindo o mesmo que eu. Assenti com um sorriso irônico.

"Você é perfeita, Rose. Absolutamente perfeita."

Chegamos ao carro bem rápido depois que Rose pegou seu dinheiro. Abri a porta e a observei entrar. Talvez eu tenha acelerado um pouco enquanto corria para o meu apartamento, pronto para devorar aquela mulher ao meu lado. A mulher que não consigo tirar da cabeça, por mais que eu tente. Ela está me consumindo por inteiro, alma, corpo e mente.

Entramos no elevador na garagem, mas eu não conseguia mais esperar. Fechei o espaço entre nós, prendendo Rose contra a parede do elevador. Ela me encarou por um instante antes de encontrar meus lábios. Pela primeira vez, foi ela quem começou o beijo. Lambi seus lábios com avidez, chupando e mordiscando. Seus seios pressionaram com força contra meu peito. Agarrei seus quadris enquanto separava seus lábios com a língua.

Interrompi o beijo com relutância quando as portas do elevador se abriram novamente, mantendo as mãos em suas laterais, guiando-a pelo corredor. Beijei seu pescoço por trás enquanto caminhávamos. Ela ofegava com a luxúria que eu sabia que estava despertando nela. Quando cheguei à minha porta, destranquei-a atrás dela e entrei na entrada mal iluminada com ela.

O som de alguém pigarreando fez meu sangue gelar, sabendo exatamente quem estava me esperando no escuro.

Merda, isso não vai acabar bem.

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