Meu celular vibrou cedo demais para o meu gosto. Gemi ao pegá-lo com os olhos fechados. Já faz uma semana que espalhei as cinzas da mamãe com Lucas, Leo e Hailey. Comecei a voltar às aulas regulares e, felizmente, não fiquei muito para trás.
"Alô?", respondi, sem me importar em estar rouca de sono.
"Bom dia, estou falando com a Olivia Brewer?", ouvi uma voz feminina elegante. Pigarreei e sentei mais reta na cama.
"Ã ela. Posso perguntar com quem estou falando?"
'Olá, Sra. Brewer, meu nome é Tammy e sou a genealogista que realizou seu teste genético BRACA.'
Meu coração parou e minhas palmas suaram enquanto eu esperava que ela continuasse. Será que eu tenho o gene?
Lamento informar. Você é portadora do gene BRACA. Você tem opções, e não é certo que terá câncer de mama, apenas tem mais probabilidade do que outras. Sugiro que faça exames regulares. Os resultados também foram enviados à sua médica de famÃlia, e ela deve entrar em contato com você para explicar melhor suas opções. Tem alguma pergunta para mim?
Fiquei paralisada por um instante, deixando a linha silenciar. Eu tinha o gene, assim como minha mãe. Era assustador pensar. Imaginei o corpo definhando da minha mãe e depois me imaginei com a mesma aparência. Engoli em seco antes de atender.
"Não, sem perguntas. Obrigada por me avisar."
â Claro. Tenha um bom dia, Sra. Brewer.
"Você também."
Desliguei, sentando-me na cama, olhando para a parede azul-escuro à minha frente. Eu tinha me mudado oficialmente para o loft da minha mãe ontem. Esta era minha primeira noite dormindo nesta cama. Eu estava completamente sozinha, tentando digerir aquela informação.
Lucas: Abra a porta. Chego aà em dois minutos com o café da manhã.
A mensagem me surpreendeu, pois eu não o esperava naquele dia. Lucas e Leo tinham sido muito prestativos e reconfortantes durante todo esse tempo. Lucas parecia uma pessoa completamente diferente. Era um lado dele que eu nunca imaginei que veria, e isso definitivamente tinha me deixado confuso novamente. Abri a porta quando Lucas apareceu diante dela.
"Bom dia, Rose. Tenho a sua favorita." Ele abriu um sorriso largo para mim ao entrar. Passou o braço em volta da minha cintura, puxando-me para si, antes de seus lábios tocarem minha testa. Ele não me beijava, não dava em cima de mim, nem tentava fazer sexo comigo desde que minha mãe morreu. Acho que ele estava tentando respeitar meu luto.
"E qual é o meu favorito?", perguntei, fechando a porta e me virando para ele.
"Muffin de banana com nozes e um frapê de caramelo." Ele mostrou os itens na mesa enquanto falava. E não estava errado.
"Como você descobriu isso?" Levantei uma sobrancelha para ele.
â Eu tenho meus métodos. â Ele piscou para mim, sentando-se à pequena mesa redonda encostada na parede entre a sala de estar e a cozinha.
â Hum, não sei se gosto disso. â Dei uma mordida no meu muffin com um sorriso irônico no rosto.
â Acho que sim. â Ele se inclinou para frente, esfregando o polegar no canto dos meus lábios, em busca das migalhas.
"Como você sabe que eu não estava guardando isso para mais tarde?"
"Sinto muito. Vou deixar suas migalhas em paz."
"Ãtimo." Assenti, dando outra mordida e intencionalmente espalhando um monte de migalhas na minha boca.
"Eu menti", Lucas me disse enquanto se inclinava para frente e lambia as migalhas do canto da minha boca. Eu congelei quando ele fez o mesmo do outro lado. Meus pulmões se encheram de respirações profundas, adorando a sensação da lÃngua dele contra mim. Eu não tinha percebido que tinha sentido falta dela até agora.
"Lucas." Deixei seu nome escapar como uma espécie de aviso.
â Sim, Rose? â Ele se inclinou um pouco para trás, fazendo com que nossos narizes mal se tocassem.
"Beije-me", sussurrei, esperando que ele não se contivesse.
"Tem certeza, Rose?"
Assenti com a cabeça, sentindo em segundos seus lábios quentes nos meus. Eu estava com tanta fome dele. Uma semana sem ele aparentemente tinha sido demais para o meu corpo, que estremecia por mais. Lucas segurou minha nuca, aprofundando ainda mais o beijo. Sua lÃngua percorreu meu lábio inferior antes de prendê-lo entre os seus, puxando-o para trás. Gemi enquanto ele fazia isso, abrindo os olhos para ver a fome nele também.
"Me possua, Lucas", eu disse a ele, agarrando seu rosto e puxando-o de volta para mim. Ele não resistiu, passando a mão pela minha coxa, apertando-a em volta do meu quadril. Ele me beijou mais, deslizando a lÃngua para dentro da minha boca. Nossas lÃnguas lutaram uma com a outra por domÃnio. Lucas interrompeu o beijo primeiro, movendo os lábios para o meu pescoço, acima da clavÃcula. Minha respiração saiu trêmula enquanto o prazer se acumulava dentro de mim. Minha respiração estava pesada de tesão enquanto eu segurava sua nuca, empurrando-o mais para perto de mim.
Ele agarrou minhas pernas, puxando-me com a cadeira em sua direção. Minhas pernas se enrolaram em sua cintura, e eu estava praticamente em seu colo agora. Ele deslizou a mão por baixo da blusa larga que eu usara para dormir. Estava sem sutiã, o que lhe permitiu apertar meu seio. Gemi, sentindo-me tomada pela luxúria entre sua boca no meu pescoço e sua mão no meu seio.
"Lucas..." Gemi seu nome, quase implorando, fazendo-o sorrir contra mim.
Ele ficou parado comigo grudada nele enquanto me carregava para o sofá. Suas mãos grandes deslizaram meu short e calcinha enquanto eu tirava a blusa. Ele abaixou a calça o suficiente para liberar sua masculinidade enorme. Lambi os lábios, feliz, enquanto ele os usava para abrir minhas dobras molhadas. Ele os bateu contra meu clitóris, me fazendo gritar de surpresa.
Agarrei-me ao topo do sofá enquanto Lucas agarrava minhas duas pernas e as segurava contra o peito. Ele se penetrou em mim com facilidade, batendo-me rapidamente. Gemi alto enquanto ele continuava seu ritmo. Ele me penetrava com uma força dolorosa e prazerosa. Ele também estava faminto por mim, como se tivesse passado fome a semana inteira, e eu fosse a primeira refeição que ele estava fazendo.
'Mais fundo, Lucas!', quase gritei, sentindo que já estava chegando perto.
Lucas atendeu ao meu pedido, investindo com força contra mim até eu ver estrelas. Dei um grito agudo enquanto me aproximava dele, com as pernas ainda pressionadas contra seu peito. Ele continuou seu ritmo, me forçando a superar as ondas de êxtase. Gozou fundo em mim alguns minutos depois, me fazendo gemer novamente quando seu sêmen atingiu meu colo do útero.
"Porra, Rose. Senti sua falta." Ele gemeu enquanto me beijava apaixonadamente de novo.
"Eu poderia dizer o mesmo." Sorri para ele, sentindo uma sensação agradável que não sentia há algum tempo.
Lucas beijou meu pescoço, depois minha barriga, antes de se levantar e sair de dentro de mim. Ele me entregou lenços de papel para me limpar. Ele era tão lindo, o jeito como puxava o cabelo para trás. Suas tatuagens eram incrivelmente sensuais, acompanhando seus músculos. Ouvi meu celular vibrar de novo, me fazendo suspirar ao ver o número. Tanto para continuar nessa euforia.
Minha Rose me deixou tê-la de novo, e eu estava flutuando acima das nuvens. Senti falta de estar dentro dela a semana toda. Ela precisava de tempo e, francamente, eu teria esperado mais se precisasse. Parei de ver todas as outras garotas da minha vida no momento em que decidi fazer da Rose minha. Não há como competir com ela. Ela é perfeita. Observei enquanto ela pegava o celular, suspirando para quem estava ligando. Franzi a testa, curioso, mas ela não atendeu minha curiosidade com uma resposta, em vez de atender o telefone, apontando o dedo para mim.
"Alô?", ela respondeu. "Sim, ela me contou hoje de manhã." Outra pausa, enquanto quem estava do outro lado da linha respondia. "Eu entendo, mas prefiro não fazer isso se for evitável. Sei que precisarei fazer exames com mais frequência se não fizer, mas não acho que a mastectomia seja o caminho que eu queira seguir."
Meu coração parou quando percebi o que ela dizia. Sentei-me rapidamente ao lado dela, passando o braço em volta da sua cintura e segurando sua mão livre com a outra. Ela quase me empurrou, mas desistiu. Fiquei grato, porque atualmente estou fazendo isso mais por mim do que por ela. Ela não pode ficar doente. Ela não pode morrer sem mim.
â Sim, eu entendo. Não vou faltar a nenhum compromisso. â Outra pausa, enquanto eu me esforçava para ouvir a outra metade da conversa. â Tudo bem. Te vejo amanhã, então.
Ela desligou com um suspiro pesado antes de se inclinar para mim. Fiquei feliz por ela estar se apoiando em mim, mas minha mente ainda estava tentando processar tudo. Como eu poderia ajudá-la com isso? Eu poderia encontrar o melhor oncologista e levá-la para uma consulta imediatamente.
"Desculpe", ela disse, pegando sua blusa e colocando-a de volta, me fazendo soltá-la.
"O que está acontecendo, Olive?" Usei o nome verdadeiro dela para que ela entendesse o quanto eu achava aquilo sério.
"Olive, hein?" Ela me deu um sorriso irônico por um segundo antes de sumir com um suspiro. "Minha mãe me fez fazer o teste para o gene do câncer de mama antes de falecer. Recebi os resultados hoje de manhã. Que sorte a minha, eu tenho." Ela revirou os olhos com a última declaração. Engoli em seco. A notÃcia não era boa, mas pelo menos ela não tinha câncer ainda. Que bom que ela fez o teste e agora pode se prevenir. Eu podia ver a preocupação e o estresse que a atormentavam naquele momento.
"Que bom que você fez o teste. Você não pode faltar à sua consulta", avisei.
'Sim eu sei.'
'Ãtimo. Quer que eu vá com você amanhã?', ofereci, porque adoraria levá-la. Quero estar lá para ela.
â Não, tudo bem. Não sei se eles deixariam. â Ela riu, me fazendo sorrir um pouco. Sua risada é linda, como sinos ao vento.
â Certo, então eu te levo até lá. Que horas é o encontro?
Ela pensou nisso com os braços cruzados, me encarando. Não conseguia decidir. Eu estava chateado, preocupado com ela enquanto ela permanecia ali, decidindo se me deixaria entrar. Eu estava cansado daquele jogo. Eu a quero agora.
"Tudo bem, é amanhã às 9 da manhã", ela me informou, aliviando um pouco da minha tensão.
'Certo, passo para te buscar por volta das 8h15. Levo o café da manhã.'
â Obrigada â ela murmurou baixinho, mas eu a ouvi. â Preciso me arrumar para a aula, então vou deixar você sair. Obrigada pelo café da manhã.
Ela foi até a cama no sótão aberto. Ela ia mesmo se vestir. Eu não queria ir embora, então fiquei, encostado na parede, observando-a se transformar lá em cima. Suas tatuagens tinham um curativo branco na parte superior, sobre as costelas. Ela tinha acrescentado mais tatuagens e eu nem tinha percebido até agora. Eu estava fascinado por ela. Não prestei atenção suficiente. O que será que ela fez?
"O que você está fazendo, Lucas?" Ela tinha me notado ali, parada, olhando para ela.
"Observando minha Rose." Pisquei para ela com um sorriso irônico. Ela revirou os olhos, mas havia um sorriso brincando no canto dos lábios.
â Bom, a sua Rose não é a sua Rose, e ela tem aulas para ir â ela me corrigiu enquanto descia as escadas apressada. â Adeus, Lucas.
"Eu te dou uma carona", ofereci, esperando que ela aceitasse. Talvez ela ainda queira passar um tempo comigo do mesmo jeito que eu quero passar um tempo com ela.
â Não, obrigada. Estou com o carro que minha mãe me deixou e estou louca para dirigi-lo. â Ela tinha uma expressão animada no rosto, como uma criança pequena prestes a brincar com seu brinquedo favorito. Quem sou eu para negar a diversão dela?
"Justo, eu me identifico." Assenti enquanto me aproximava dela novamente, diminuindo o espaço entre nós. Meus braços envolveram sua linda cintura, trazendo-a contra o meu peito, sentindo seus seios pressionados contra mim. Inclinei-me para que seus lábios ficassem a alguns centÃmetros de distância.
"O que você está fazendo?", ela perguntou, um pouco irritada, mas não se afastou. Em vez disso, encarou meus lábios, me fazendo sorrir.
"Recebendo meu beijo de despedida, é claro."
Deixei meus lábios roçarem os dela enquanto falava, fazendo-a respirar fundo enquanto tentava se manter calma. Fiquei feliz em ver que eu conseguia fazer com que ela tivesse uma reação tão forte. Beijei delicadamente seus lábios macios e carnudos, separando-os com os meus enquanto segurava seu rosto com a mão.
"Saia comigo, Rose." Não formulei a pergunta. Eu a desejava desesperadamente, mas ela balançou a cabeça entre minhas mãos.
'Não posso.'
'Por que não?'
"Você não está me levando a sério. Sou só mais uma dessas garotas que você vê." Ela deu de ombros, afastando-se de mim dessa vez. Suas palavras me arrasaram, mas mantive meu sorriso brincalhão no rosto.
â Mas eu estou falando sério sobre você, Rose. â Esfreguei os nós dos dedos em sua bochecha. â Vamos lá, só um encontro?
Ela estava claramente pensando nisso, mordendo o lábio. Eu não tinha certeza para qual lado ela se inclinaria, então me aproximei novamente. Agarrei sua mão e beijei seus dedos enquanto olhava em seus olhos azuis gelados.
'Diga sim, Rose. Por favor?'
Ela suspirou, como se aquela fosse a decisão mais difÃcil que já teve que tomar. Senti que estava vencendo sua batalha interna enquanto ela mordia o lábio. Olhando nos meus olhos, ela me deu um aceno sutil. Sorri largamente, animado por ela ter aceitado. Agarrei-a e a girei em um abraço antes de colocá-la no chão novamente, beijando aqueles lábios doces mais uma vez.
â Obrigada, Rose. Você não vai se arrepender â prometi a ela, já pensando no encontro perfeito.
â Ã, é. Espero que saiba que, já que vocês não são exclusivos, eu também não pretendo ser. â Ela ergueu uma sobrancelha, diminuindo minha excitação em um decibel.
Ela estava falando do Leo? Eu sei que eles tiveram um encontro no dia em que a mãe dela morreu. Será que tudo correu bem, apesar de como terminou? Não é como se o Leo tivesse me contado os detalhes. Ainda bem que eles não dormiram juntos ainda.
â Te vejo mais tarde. Preciso ir, senão vou me atrasar. â Ela me arrastou até a porta enquanto falava, me puxando para o corredor e trancando a porta da frente. â Só me manda uma mensagem quando quiser marcar aquele encontro. Tchau, Lucas.
Ela acenou para mim, correndo pelo corredor antes que eu tivesse tempo de organizar meus pensamentos. Eu não conseguia decidir se estava animada ou ansiosa. Ainda bem que minha Rose aceitou, mas queria ser a única pessoa na vida dela agora.
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