13 de janeiro de 1897
Querido Henry,
Feliz ano novo! Sua carta chegou, agradeço pelas notÃcias de Londres. Notei pelo seu tom que desconfia da veracidade do que digo, e peço que não se esqueça de como é querido por mim! Não tenho razão para enganar alguém com quem me importo tanto! Dito isso, vamos aos fatos
Meus encontros com Katerina depois daquele que narrei se tornaram cada vez mais frequentes. Passei a vê-la quase que diariamente, e apesar de saber de sua natureza monstruosa, ela não me assustava. Se tornaram frequentes suas visitas à minha casa, e descobri assim que vampiros podem consumir bebidas comuns, e comida também. à como vento em seu organismo, não faz diferença. E o álcool não provoca efeito algum neles, pois ela sempre escolhia vinho tinto como bebida e não importando quantas taças tomasse, continuava a mesma. Descobri também que é verdade que vampiros dormem em caixões, e que são sensÃveis à luz do sol, sensÃveis ao ponto de sua pele inteira se queimar como se ardesse em chamas, levando à destruição. Mas eles podem ficar acordados durante o dia, caso se protejam dessa luz.
Apesar de tudo, Katerina não falava de sua vida humana, até que em um dia, quando estávamos na beira do riacho, ela começou a me contar uma história. Não sabia que era verdadeira, nem que tinha acontecido com ela, só fui saber depois. E foi aà que se inicia a grande história que quero lhe contar: a vida de Katerina! Lhe escreverei em breve com essa parte, espero que tudo isso lhe seja interessante!
Com amor
Seu amigo para todo momento, Eddie
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