Ledo havia notado que Carolina demorara mais do que o habitual para voltar e decidiu procurá-la.
No entanto, Tânia estava apreensiva com a ideia de ele sair sozinho, então ele mentiu, dizendo que ia ao banheiro.
Aproveitando um momento de distração de Tânia, ele escapuliu.
Por coincidência, viu Carlos e Carolina conversando no corredor.
Ele se escondeu à distância, sem conseguir ouvir o que diziam, mas percebeu que a expressão de sua mãe estava tensa.
Então, ele imaginou que o tal Carlos devia estar incomodando sua querida mãe.
âSe Você faz minha mãe se sentir mal, então não vai se sentir bem também.â
Então, o rapazinho veio descontar em Carlos.
Escondido perto da porta, Ele escutou por um momento, ouvindo a animação e as pessoas chamando alguém de aniversariante.
Com um resmungo, Ledo pensou consigo mesmo sobre a celebração de aniversário com desdém.
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de longe, ele viu um garçom trazendo um carrinho de bolo e seus olhos escuros brilharam enquanto ele se aproximava da mesa com confiança.
Ao chegar perto, ele não pôde deixar de expressar sua admiração:
âUau, que bolo lindo! Eu queria tanto um pedaço.â
O garçom, achando-o adorável, parou e falou com carinho:
âà realmente lindo, mas você não pode comer, é de outra pessoa. não é educado comer algo que não é seu. se você quiser, peça aos seus pais para falarem com o garçom, temos outros doces aqui no restaurante.â
Ledo fez bico, demonstrando desapontamento.
âEsse deve ser o mais gostoso⦠Ei, O que é aquilo ali em cima? São velas?â
Ele apontou para o topo do bolo com seu dedinho.
Os três garçons olharam para cima e, nesse momento, Ledo rapidamente tirou algo do bolso e colocou no bolo.
âAquilo não é uma vela, é só uma decoração.â
âAh, então melhor vocês levarem o bolo logo, não façam o aniversariante esperar.â
âClaro.â Os garçons sorriram e seguiram com o bolo.
Ledo lambeu seu próprio dedo â estava doce.
Enquanto fingia olhar para o bolo, ele havia roubado um pouco do creme.
Não demorou muito para que um estrondo alto viesse do salão, seguido por gritos de surpresa.
Naquele momento, o bolo de César tinha explodido, cobrindo Carlos de bolo.
Carlos estava mais próximo de César e, consequentemente, foi o mais atingido.
Seu cabelo, rosto, roupas⦠agora parecia um homem feito de bolo!
Ele respirou fundo, quase pronto para explodir de raiva!
Ele nunca havia sido tão humilhado, ainda mais na frente de tantas pessoas!
Enquanto todos estavam confusos, inclusive César, levou um tempo até que César gritasse:
César achou que era uma pegadinha daquelas pessoas na cabine.
Todos os outros se distraÃram, e a tensão diminuiu imediatamente quando todos riram.
Carlos não pensou muito a respeito.
uma pegadinha em um aniversário masculino não era grande coisa.
Por respeito ao aniversário de César, ele conteve sua raiva e, frustrado, foi em direção ao banheiro.
Como o banheiro do salão estava ocupado, ele saiu para usar o banheiro externo.
Foi Então que ele viu Ledo.
Ledo estava com uma máscara e parado em frente ao mictório infantil, mexendo em suas calças.
Os dois se olharam, o grande e o pequeno.
Carlos franziu a testa, e se não fosse pela vivacidade dos olhos do menino, ele poderia ter confundido Ledo com Miro.
Seus olhos eram exatamente como os de Miro.