Chapter 41 of 51

: Capítulo 41

Saved By A Dark Billionaire-pt3,114 words~16 min read

Eu me sentia inquieta enquanto andava de um lado para o outro no quarto, sabendo que o Ian chegaria em breve. Olhei para o meu celular para ver o contato do Lucas. Por que me sinto quase culpada por encontrar o Ian? Eu não o convidei nem iniciei a conversa. Que droga, eu tentei fugir.

Olive: Você não vai acreditar em quem mais eu encontrei hoje.

Decidi mandar uma mensagem para ele sobre isso. Aí não vai parecer tão ruim, né?

Meu Cavaleiro: Hmm, vejamos. Um valentão do colégio que te viu hoje e questionou suas decisões de vida?

A resposta dele me fez rir.

Olive: Não, mas seria incrível esfregar minha vida na cara de algumas pessoas.

Meu Cavaleiro: Então desisto. Quem você encontrou?

Olive: Ian. Ele estava na livraria quando eu estava espionando a namorada do meu pai.

Enviei a primeira mensagem enquanto digitava a segunda quando meu celular começou a vibrar na minha mão. Lucas estava me ligando, não estava mais interessado em mandar mensagens sobre isso... ele queria conversar. Meu coração disparava de preocupação, me fazendo sentir como se estivesse prestes a levar uma bronca.

"Alô?" respondi, cansado.

"Rose, preciso me preocupar?" Ele parecia tão vulnerável quando perguntou, o que fez meu peito doer.

— Não. Sou sua, Lucas. Não precisa se preocupar.

"Ele sabe?", ele perguntou, me fazendo perceber que eu não tinha contado nada ao Ian.

— Ainda não. Não tive chance quando tentei fugir dele.

"Essa é a minha garota." Eu podia ouvir o sorriso no rosto de Lucas. "Não o deixe voltar, Rose. Ele te machucou profundamente. Se eu consigo sentir a sua dor lendo sobre isso em um diário, não consigo imaginar quanta dor você realmente sentiu."

— Eu sei, meu Cavaleiro. Não se preocupe, eu mesma cuido disso.

'Olive, se você decidir que quer que ele seja seu amigo novamente, não vou te julgar. Vou observá-lo com atenção, mas, fora isso, serei gentil com ele.'

— Obrigada, Lucas. Ele vai me encontrar para me mostrar as cartas que disse ter enviado. Ele me disse que me escreveu, mas as cartas voltavam fechadas, com a declaração de devolução ao remetente escrita nelas. — Suspirei enquanto me jogava de volta na cama, olhando para o teto.

"Você acredita nele?", perguntou ele, muito interessado na resposta.

— Não sei. Acho que vou acreditar quando vir com meus próprios olhos.

"Eu te amo, Rose. Me faça um favor e dê um soco nele se ele estiver mentindo."

Dei uma risada, sorrindo enquanto respondia a ele.

— Eu também te amo, meu Cavaleiro. Farei mais do que apenas socá-lo se ele estiver mentindo.

"Boa menina, Rose." Sorri quando ele me chamou assim, sentindo-me feliz, sabendo que estávamos bem. Ele está bem e quer ter certeza de que eu também estou. "É melhor eu ir. Menti e disse à Lisa e à mamãe que precisava usar o banheiro para poder ligar para você sem elas presentes. É melhor eu voltar antes que o restaurante pense que estou entupindo o vaso sanitário." Ele me fez rir, imaginando-o se escondendo em um banheiro para me ligar.

"Eu te amo, Lucas. Obrigada por ligar."

"Eu também te amo, Olive. Guarde seu coração e me conte como foi."

Nós dois desligamos, e eu me senti muito melhor depois da nossa conversa. Encontrar o Ian não parecia mais um segredinho tão sujo. Mal posso esperar para voltar aos braços do Lucas. A batida na minha porta me fez pular da cama. Abri e encontrei o Ian do outro lado com uma caixa de sapatos na mão. Saí para o corredor, porque não vou deixá-lo entrar no meu quarto.

"O jardim aqui, ou o nosso antigo lugar?" ele me perguntou com seu sorriso encantador.

"Jardim." Voltar para o nosso antigo lugar não me pareceu certo. O Ian não é mentiroso. Pelo menos ele nunca foi no ensino médio, então quero acreditar nele sobre as cartas, mas, ao mesmo tempo, parece absurdo.

**Sugestão de música: “The Winner Takes It All” de Mack Lorén**

Atravessei a pousada na minha frente, em direção às portas dos fundos, saindo do prédio para o ar fresco. O aroma das flores era suave no ar, e o sol quente ajudava a evitar que o frio penetrasse fundo em meus ossos. Sentamo-nos em um banco de metal no canto.

"Aqui." Ele me entregou a caixa, que coloquei no colo e abri lentamente. De fato, havia dezenas de envelopes vermelhos. Peguei um e vi meu nome com o endereço correto. Quando o virei, vi a inscrição "devolver ao remetente" rabiscada no verso com uma caligrafia familiar. Pai.

Durante todo esse tempo, acreditei que o Ian nunca tinha me escrito. Acreditei que ele não se importava comigo. Deixei-me pensar que nossa amizade de dois anos não significava nada para ele, mas a culpa era do meu pai. Não sei qual seria o motivo dele para fazer algo assim. Não fazia sentido, mas a prova estava em minhas mãos. Meus olhos lacrimejaram enquanto a adolescente insegura dentro de mim começava a se curar. Ele não nos abandonou.

Eram tantas cartas, todas carimbadas com datas diferentes. Apesar de receber todas de volta, ele ainda escrevia. Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto enquanto olhava para aqueles envelopes vermelhos. Senti-me tão tomada por uma felicidade amarga. Feliz por ele não ter me abandonado, mas tão amarga por não termos tido a chance de manter contato. Como eu poderia ter usado aquelas cartas... especialmente naquela noite.

As lágrimas escorriam de mim agora. Era quase devastador ver aquelas cartas, saber que as coisas poderiam ter sido tão diferentes. Senti o Ian se aproximar, passando o braço pelos meus ombros e me puxando para o seu lado. Chorei em cima dele, agarrando-me à caixa com todas as forças. Sei que algumas cartas causam uma reação tão forte, mas aquelas não eram apenas cartas. Naquela época, elas teriam sido tábuas de salvação para mim. A minha versão adolescente teria precisado de uma amiga, teria precisado de saber que era desejada, mesmo que fosse por apenas uma pessoa. O Joe não contava.

— Desculpa, Ruiva — sussurrou Ian, me apertando com força. Balancei a cabeça em seu peito.

— Não, desculpe, Ian. Era meu pai, e eu não fazia ideia. Talvez seja por causa dele que você também não recebeu minhas cartas. — Tentei me lembrar de quando eu deixava a carta na caixa de correio para o carteiro pegar. Papai poderia facilmente tê-la pegado.

'Red, juro que te escrevi quase todos os dias. Pensei muito em você enquanto estive em Londres. Eu te procurava pelo menos uma vez por mês nas redes sociais, caso seu pai tivesse mudado de ideia e te dado um celular.' Ele me dizia tantas coisas que eu ansiava por ouvir quando tinha 16 anos. 'Eu me preocupava com você todos os dias, mas imaginava, ou melhor, esperava que você tivesse me superado. Eu esperava que você tivesse uma nova melhor amiga que te mantivesse segura. Alguém que te resgatasse como eu costumava fazer.' Sua mão encontrou meu queixo, me levantando para olhá-lo. 'Você era tão preciosa para mim, Red, e ainda é.' Ele beijou minha testa, me surpreendendo.

"Eu não tinha ninguém naquela época, mas tenho agora. Tenho uma melhor amiga, Hailey, e um namorado chamado Lucas. Meus amigos não são muitos, mas os poucos que tenho são importantes." Ian assentiu com a cabeça ao ouvir minhas palavras. Seus olhos brilharam enquanto ele me olhava. Eu quase conseguia ver a saudade por trás daqueles olhos azuis. É um pensamento arrogante. Por que ele sentiria saudade de mim?

"Fique com as cartas. Elas eram para ser suas, de qualquer forma", ele me disse, enxugando as lágrimas dos meus olhos. "Pode ser pedir muito, mas, Red, podemos ser amigos de novo?" Pensei por um momento. A única razão pela qual não somos está sentada no meu colo. Ele não me machucou, meu pai machucou, de novo. Balancei a cabeça para ele, enxugando as lágrimas.

— Eu adoraria. — Balancei a cabeça, fazendo-o me dar aquele sorriso largo que eu sentia falta. — Quando você voltou para os Estados Unidos?

"Voltei para a faculdade. Minha mãe me seguiu, com saudades de Portsmouth. Meu pai ainda está no exterior, mas chega amanhã. Sabe que te procurei quando voltei, mas você não tinha nenhuma rede social. Seu pai não me disse qual faculdade você estava cursando, nem me deu seu número de telefone. Estou tão feliz por ter te encontrado, Red. Você deveria vir dar um oi para os meus pais. Eles também sentem sua falta. Quem sabe aí você pode me contar o que está acontecendo com seu pai?"

Ele arqueou uma sobrancelha, inclinando a cabeça na minha direção como costumava fazer quando sabia que eu estava me segurando. Eu ri, quase esquecendo suas palhaçadas bobas. Eu não conseguia acreditar que meu pai nunca me contou que o Ian tinha vindo me procurar. Considerando o que sei sobre as cartas agora, não me surpreende. Se ele tivesse me encontrado quando voltou, teria me salvado do Julius.

'Sim, tudo bem, eu vou. A casa ainda é a mesma?'

"O único e especial." Ele assentiu. "Aqui, me dá seu número e eu te mando uma mensagem quando o papai chegar." Ele estendeu o celular para eu pegar. Tirei o meu do bolso e o entreguei a ele quando peguei o dele. Digitei meu número no celular dele, salvando-me como seu nome preferido para mim, Red. Quando peguei meu celular de volta, vi que ele se salvaria como melhor amigo número 1.

"Não sei se isso ainda é verdade." Levantei uma sobrancelha para ele com um sorriso brincalhão.

"Vou fazer com que isso se torne realidade." Ele piscou para mim. Eu não tinha percebido o quanto precisava desse encerramento... dessas cartas. Obrigado, Ian.

Acordei na manhã seguinte com essa virose estomacal ainda presente. Acho que deveria estar grata por não ter me feito vomitar o dia todo. Meus olhos ainda estavam grudentos de sono. Eu estava exausta, depois de ter ficado acordada até tarde conversando com o Ian. Conversamos pessoalmente até o pôr do sol e depois trocamos mensagens quase a noite toda.

Lucas e eu também trocamos mensagens a noite toda. Ele não dormiu muito. Disse que precisa de mim nos braços dele para conseguir dormir um pouco. Contei a ele como foram as coisas com o Ian e ele disse que estava feliz por mim. Não sei até que ponto essas palavras são verdadeiras. Acho que o incomoda um pouco o fato de sermos amigos de novo. Não tenho certeza, mas espero que não.

Melhor amiga nº 1: Bom dia, ruiva sonolenta. Se você for parecida com a ruiva adolescente, então ainda está dormindo. Nesse caso, espero que isso te acorde 3 :)

Olive: Brincadeira, eu já estou acordada :p

Fiquei feliz por ter meu primeiro melhor amigo de volta à minha vida. Sinto-me inteira novamente.

Olive: Bom dia, meu Cavaleiro. Espero que tenha conseguido dormir um pouco. Estou morrendo de saudades. Além disso, essa virose estomacal não me deixa em paz. Ainda estou vomitando 🙁

Olive: Exijo que você faça isso parar.

Meu Cavaleiro: Quem me dera. Sinto sua falta, minha Rose. Acha que a mamãe e a Lisa notariam se eu voasse de volta para você hoje?

O texto dele me fez sorrir largamente.

Olive: Eles com certeza notariam. Sua presença é muito mais notada quando se vai. Mas eu queria que você pudesse. Preciso estar ao seu redor novamente. Os próximos dias não passam rápido o suficiente.

Meu Cavaleiro: Preciso de você, Olive. Preciso de você desesperadamente.

Eu estava digitando minha resposta para Lucas quando meu telefone vibrou com uma mensagem de Ian.

Olive: Eu preciso de você também.

Enviei para Lucas antes de abrir a mensagem de Ian.

Melhor amiga nº 1: *suspiro* Ela acorda antes das 10 agora?

Eu ri da mensagem dele. Eu costumava ser bem dorminhoco quando era mais novo.

Olive: Ela cresceu agora.

Meu Cavaleiro: Divirta-se hoje e tome cuidado com seu pai. Eu te amo, minha Rose.

Olive: Eu também te amo, meu Cavaleiro. Diga oi para Lisa e sua mãe.

Vesti-me para o dia, ignorando o zumbido do meu celular enquanto me arrumava. Com o cabelo trançado, um vestido de suéter grosso de gola alta e botas de cano curto, saí.

Melhor amigo nº 1: Olha o que eu encontrei.

Era uma foto de um bicho de pelúcia que ganhei para ele em uma feira no verão depois do primeiro ano.

Melhor amigo nº 1: Ele está um pouco desgastado e machucado, mas ainda está se recuperando.

Olive: Meu Deus! Coitado do rapazinho. Ele teve que lidar com você por todos esses anos xD

Melhor amigo nº 1: Harsh.

Melhor amiga nº 1: Venha para casa às 2 hoje. O papai estará aqui e a mamãe estará fazendo o jantar. Ela disse que mal pode esperar para te ver de novo.

A Sra. Daniels era a mulher mais doce deste planeta. Ela era alegria e calor humano em uma só pessoa. Eu também senti falta dela quando o Ian foi embora.

Olive: Mal posso esperar para vê-la também.

Dei uma passada na livraria de novo, observando a nova namorada do meu pai. Ela era gentil, e isso só me deixou ainda mais preocupado. Pessoas gentis geralmente não se defendem. Espero estar errado. Decidi arriscar e interagir com ela. Peguei um livro que parecia interessante e fui conferir.

"Você achou tudo bem?", ela me perguntou com um sorriso.

— Claro que sim. — Assenti, sorrindo de volta. Ela me ligou, esfregando a barriga depois de colocar o livro numa caixa grande.

"De quanto tempo você está?", perguntei a ela.

— Dá para perceber? Estou com só 15 semanas. — Ela corou ao responder.

"Imaginei, já que você ficava esfregando. Você não parece grande nem nada." Tentei retrucar minha pergunta grosseira. Eu sabia que ela estava grávida, mas isso não significava que ela realmente aparentasse.

— É. Já criei o hábito de fazer isso. — Ela sorriu para a barriguinha enquanto a acariciava. — Me ajuda a lembrar que ele está ali.

"Ele? Então você vai ter um menino?" Meu peito apertou com a notícia. Papai sempre quis um filho, alguém, para ocupar o seu lugar no ringue. Alguém que ele imaginasse que realmente venceria.

"É, fizemos o exame de sangue inicial. Eu não aguentava mais esperar." Ela riu enquanto me contava. Ela estava apaixonada pela barriga. Era lindo de ver.

'Parabéns.'

'Obrigado.'

Terminei de fazer o check-out e peguei minhas coisas. Eu deveria ter prestado mais atenção de novo. Minha cabeça devia estar nas nuvens, porque meu pai chegou. Seus olhos pousaram em mim instantaneamente, mas não me afastei. Na verdade, decidi usar aquele ambiente público para trocar ideias. Marchei em sua direção, vendo-o olhar para Daisy, que estava atrás de mim. Ele parecia preocupado. Ela não devia saber de mim.

"Como você conseguiu esconder as cartas do Ian de mim?", comecei logo de cara. Ele abriu e fechou a boca como um peixe fora d'água por alguns segundos. Eu o peguei de surpresa. Acho que ele presumiu que eu estaria perguntando sobre o bebê ou sobre a namorada dele, que era jovem demais para ele.

— Por que isso importa? Foi há anos. O que você está fazendo aqui, afinal?

— Não responderei até você responder. — Cruzei os braços. — É melhor se apressar antes que a Daisy se pergunte quem eu sou. Acho que você não contou a ela sobre mim. Está tentando manter seu passado em segredo e começar de novo? Tome cuidado para não repetir os mesmos erros. — Eu sabia que o estava irritando, mas não consegui me conter. Eu me sentia tão amargurada naquele momento... amargurada e malvada.

"Você não precisava se envolver com um garoto. Foi desesperador. Ele se mudou para outro país, e você precisava deixá-lo ir."

"Você não tinha o direito de decidir isso! Estou na cidade visitando velhos amigos e aprendendo um monte de coisas novas sobre você. Boa sorte com o novato. Vou ficar de olho. Se eu vir um machucado sequer em algum deles, pode dar adeus ao seu novo futuro feliz." Passei por ele e saí para o ar fresco, deixando para trás o cheiro de livros e café, e talvez um pedacinho de mim. Espero que ele possa te dar uma vida melhor do que eu, meu irmãozinho.

Em breve terei um irmão. Será que ele saberá de mim? Serei mencionado ou esquecido... uma parte vergonhosa do passado dele, acho que veremos. Fui até o estúdio do Joe, sabendo exatamente o que queria e onde. Bati a porta do estúdio, deixando a brisa fria entrar comigo. Os olhos de Vicky se arregalaram enquanto ela me observava marchando direto até o Joe e pulando na mesa dele.

"Uma fita roxa ao lado da rosa. E um envelope vermelho sobre o ponto e vírgula." Eu disse a ele, sem esperar um segundo.

"Comece a falar", ele disse enquanto preparava seus instrumentos.

Contei a ele sobre o Ian e os envelopes. Contei como meu pai os escondeu de mim com uma desculpa esfarrapada. Contei a ele como eu estava me sentindo. Como me sentia amargurada por ele começar uma nova família e agir como se eu não existisse neste novo capítulo da vida dele. A partir daí, entrei em uma espiral, falando todo tipo de merda sobre ele. Fiquei furiosa e profundamente magoada ao mesmo tempo. O Joe não demorou muito para terminar, já que eram duas coisas simples.

A fita roxa estava ao lado da rosa. Ele escreveu "para sempre mais forte que você" dentro dela. Gostei muito dessa parte. O envelope vermelho engoliu o ponto e vírgula preto, como se estivesse saindo do próprio envelope. Ele escreveu "A vida continua". Ele sabia por que eu tinha recebido o ponto e vírgula. Foi a única vez que ele me deu exatamente o que eu havia pedido.

'Obrigada pela sessão de terapia, Joe. O que eu te devo?'

— Vá ver a Vicky. Ela vai te dar uma olhada. — Joe pareceu chateado quando me levantei. Acho que ele ficou bravo com tudo o que eu disse sobre o meu pai.

Paguei com a Vicky e consegui um bom desconto no Joe. O site me incomodou um pouco, mas gostei da sensação. Isso me distraiu da minha outra dor. Meu celular tocou no meu bolso, me fazendo parar de andar para pegá-lo. Adoro vestidos com bolsos, mas estes são um pouco difíceis de encontrar. O nome do Lucas apareceu na minha tela, me fazendo sorrir.

'Olá?'

"Precisamos conversar", ele respondeu imediatamente, parecendo irritado por algum motivo.

O que aconteceu?

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