A história do Lucas foi ainda mais triste que a minha. Eu sabia que ele não gostava do pai e que tinha abusado da mãe, mas não fazia ideia de que ele também tinha abusado do Lucas. Eu não conseguia acreditar como o pai dele estava usando a Lisa para controlá-lo. Preciso encontrar um jeito de ajudar os dois. Isso não está certo, e ele não deveria poder se safar desse tipo de coisa.
Lucas e eu não conseguÃamos tirar as mãos um do outro depois que ele me pediu em namoro. Ele me levou para o apartamento dele, que era mais perto do que o meu. Tivemos uma rodada rápida de sexo apaixonado antes de ele me trazer de volta para a minha próxima aula. Minha mente estava repleta dele, da sua história e da sensação dele em mim há menos de uma hora.
Ouvi o jeito como ele falou sobre Ivy e doeu no meu coração saber que ele havia perdido alguém por quem era tão perdidamente apaixonado. Não sou tão insegura a ponto de me comparar a uma mulher morta. No entanto, espero que um dia ele fale de mim com o mesmo amor. O jeito como ele a descreveu foi incrÃvel. Preciso aprender a administrar um negócio para poder ajudá-lo também. Não vou deixar que ele carregue esse fardo sozinho.
Também preciso me lembrar de como jogar futebol. Jogo com ele se ele quiser. Minha escola tinha um time de futebol e eu fazia parte dele. Eu não era o craque, mas era bom. Preciso lembrá-lo de suas paixões e ajudá-lo a se recuperar. Ele me salvou e eu também o salvarei. Continuaremos nos apoiando até nos reerguermos, e então nos apoiaremos para nunca mais cairmos.
â Sra. Brewer. â O professor se dirigiu a mim enquanto eu lhe entregava a prova. Fui a primeira a terminar e ele me olhou com incerteza. â Tem certeza de que não quer conferir suas respostas duas vezes?
"Já perguntei, mas obrigada por perguntar."
Sempre me irritava quando os professores achavam que eu tinha passado rápido numa prova. Eu entendo muito de coisas, então não levo um milhão de anos para conseguir. Sei que minhas respostas estão certas e ele vai se conter depois, ou me acusar de colar. De qualquer forma, terminei por hoje.
Saà e encontrei Lucas rindo com Leo em um banco perto do meu prédio. A cena me fez sorrir. Fiquei feliz em vê-los criando laços. Eu já estava começando a me preocupar com o desgaste do relacionamento deles depois que os dois tentaram sair comigo. Lucas me viu primeiro e seu sorriso só aumentou quando me aproximei.
"Olá, minha linda namorada." Ele me cumprimentou, para minha surpresa. Leo arqueou uma sobrancelha.
"Namorada?", ele perguntou.
"Merda, me desculpe." Lucas se virou para Leo. Acho que na cabeça dele eu ainda não tinha falado com Leo. "Eu não queria deixar escapar. Não estava tentando esfregar na cara nem nada. Eu estava animado." Lucas entrou em pânico ao explicar. Eu podia ver que ele estava preocupado em machucar Leo. Leo riu de Lucas, achando graça do jeito que ele se agitava.
â Não se preocupe com isso. Ela e eu já conversamos. Eu tinha dito a ela para não te contar ainda. Queria que você se preocupasse com isso por mais um tempinho para continuar dando o seu melhor por ela. Queria ter certeza de que você a convidaria para sair, mas acho que não precisava de tanta energia â explicou Leo, fazendo Lucas se virar e olhar para mim.
"Eu escolhi você na tarde seguinte à minha cirurgia", informei a ele, o que só fez com que ele sorrisse ainda mais.
â Estou feliz por você, Lucas. à sério. Liv e eu nunca fomos feitos um para o outro. Agora percebo isso â acrescentou Leo, dando um tapinha no ombro de Lucas. â Estou bem, e também não estou ressentido.
â Obrigado. â Lucas assentiu e me puxou para sentar entre eles. Estávamos todos conversando e brincando como amigos próximos.
"Ok, então isso é uma coisa tripla? Vocês dois vão dividi-la?" A voz de Franny cortou o momento como uma faca afiada.
'Ah, pelo amor de Deus, vá se arrumar, Fran. Nenhum de nós está interessado em você.', gritei para ela, sentando-me ereta.
"Tanto faz, esponja brillo. Um deles me queria o suficiente para dormir comigo..." Sua voz falhou quando eu a soquei na garganta.
Não havia como voltar atrás agora. Eu tinha dado um soco nela no campus e sabia muito bem que ela ia dedurar. O orgulho dela ficou ferido pelo meu soco, mas também por ver como os dois homens que ela queria no ensino médio me queriam logo a mim. Eu precisava corrigir isso, e tudo o que eu tinha era uma ameaça que eu esperava que ela levasse a sério.
A única coisa que me impede de te espancar até a morte é o fato de estarmos no campus. Vou te dar um soco de advertência, mas se tentar me expulsar daqui por isso, saiba que vou te caçar. Você vai precisar de mais do que uma rinoplastia para consertar o rosto quando eu terminar com você. Se não acredita em mim, procure Twinkle Toes Underground no YouTube. Depois de assistir, você vai ver se está disposto a me enfrentar.
Ela segurou a garganta enquanto tossia, incapaz de falar. Havia uma fúria profunda em seus olhos, e eu sabia que ela só me incomodaria mais agora, mas sua atenção estava desviada de Leo e Lucas, e era só isso que importava. Ela se afastou quando a vi pegar o celular. Ouvi o estrondo familiar da multidão no underground com a voz de Baxter anunciando meu nome artÃstico. Ela já estava procurando o vÃdeo. Sorri, sabendo que ela me acharia mais ameaçador agora. Talvez ela seja esperta o suficiente para ficar longe, mas duvido. Cérebro nunca foi seu ponto forte.
â Nossa, Liv â disse Lucas com um leve choque e talvez um leve tom de desaprovação. â Você pode se meter em muita encrenca por causa disso.
â Ela não vai â disse Lucas, sorrindo para mim como se eu tivesse acabado de fazer a coisa mais incrÃvel. â Obrigada, Rose.
"O prazer foi meu. Estou com vontade de dar um soco nela desde que a conheci." Sentei-me novamente entre eles no banco, continuando de onde paramos antes de Fran interromper. Estávamos falando sobre Lucas quando criança, mas não sei como chegamos a esse assunto.
"Não se deixe enganar por ele, com essas tatuagens e essa cara de babaca. Ele tinha medo da própria sombra quando tinha 10 anos." Leo riu às custas de Lucas.
"Você está falando sério?", perguntei, achando graça do fato.
"Ei, você também ficaria depois daquele filme idiota que o John colocou", Lucas se defendeu com um leve beicinho.
"Ah, não se preocupe, você não perdeu nenhum ponto para mim. Na verdade, você ganhou alguns", assegurei-lhe.
"Claro", ele balançou a cabeça, não acreditando em mim.
Dei um sorriso irônico para ele, achando suas ações adoráveis. Inclinei-me para ele, cutucando seu ombro com o meu. Ele me olhou de soslaio por um instante, ainda fazendo beicinho como uma criança pequena. Adorei. Ele finalmente se virou e me olhou de frente, permitindo que eu me inclinasse e beijasse seus lábios quentes. Lábios que sempre me faziam querer mais.
"Que tal você me levar para casa e depois ir trabalhar? Tenho certeza de que você tem trabalhos que deixou de lado para passar um tempo comigo." Lancei-lhe um olhar cúmplice, que o fez suspirar.
"Que tal você vir comigo para o meu apartamento e ficar por aqui enquanto eu trabalho?", ele perguntou.
â à melhor morarmos juntos agora. â Leo balançou a cabeça e soltou uma risada forçada.
Eu me senti mal por ser romântica com o Lucas, além do Leo. Fazia apenas alguns dias que eu o rejeitara, e o Lucas já tinha deixado escapar, sem querer, que agora estávamos em um relacionamento sério. Mordi o lábio, sentindo-me culpada. O Lucas, no entanto, abriu um sorriso largo.
"Que ideia", ele disse com um olhar faminto nos olhos, o que fez minhas bochechas corarem.
'Eu estava brincando!', Leo repreendeu Lucas.
â Ah, eu sei. â Ele não tirou os olhos de mim enquanto falava. â Vamos, Rose. Tenho trabalho a fazer. â Ele estendeu a mão para mim, mesmo eu nunca tendo aceitado. Parecia bom passar mais tempo com ele, então apertei sua mão com um sorriso.
â Tchau, Leo. Falo com você depois. â Lancei-lhe um olhar de desculpas enquanto Lucas me levava até o carro dele.
Será que ele vai conseguir fazer o trabalho comigo lá?
Ponto de vista de Lucas
Decidi tocar minha música dessa vez antes de sair do campus. Queria que ela ouvisse o artista que eu adorava ouvir quando tentava me animar. Coloquei minha playlist do Marshmello para tocar, deixando as músicas dele tocarem aleatoriamente. Surpreendentemente, Rose já conhecia algumas delas, o que só me fez sorrir ainda mais enquanto eu batucava junto com a direção. Rescue Me começou a tocar e eu e ela cantamos juntas. Essa música parecia a nossa música. Ela me salvou e, segundo ela, eu a salvei também. Não é exatamente uma música romântica, mas combina com a gente.
"à bom saber que nós dois estávamos ouvindo música animada hoje", disse Rose quando entramos na minha garagem.
"Acho que isso mostra o quanto nós dois estamos felizes", respondi, mantendo os olhos na estrada até estacionarmos.
"Lucas?", ela me chamou, fazendo-me encará-la instantaneamente. Ela mordeu o lábio nervosamente, aumentando minha curiosidade. Nunca consigo prever o que ela vai dizer ou perguntar quando está assim. A mente dela funciona de forma tão diferente da minha, mas nos entendemos tão bem.
'Sim, minha Rose?'
"Você estava falando sério antes? Com ââo Leo, quero dizer." Ela corou num lindo tom de vermelho ao perguntar. Ainda estava pensando no comentário dele sobre morarmos juntos. Eu não estava falando totalmente sério, mas certamente não me opunha à ideia, mesmo que fosse uma loucura. Tipo, uma loucura ridÃcula.
"Talvez. Isso te assusta ou te excita?", perguntei com um sorriso brincalhão e uma sobrancelha erguida. Fiquei curioso para saber o que ela pensava sobre o assunto.
"Um pouco dos dois", ela admitiu, fazendo meu coração disparar de excitação. Ela estava mesmo pensando nisso. Ela tinha deixado sua mente imaginar como seria morar comigo. Eu fiz o mesmo, imaginando-a na minha cama todas as manhãs. Eu a teria ao meu lado todas as noites e todas as manhãs. Seria um sonho realizado, mas sei que serÃamos loucos se fizéssemos isso agora.
"Eu sinto o mesmo, Rose. Vamos subir agora?", perguntei, vendo-a assentir. Ela esperou que eu abrisse a porta dessa vez. Acho que ela percebeu o quanto eu gosto de fazer isso por ela. Abri meu porta-malas e peguei a caixa de diários que ela tinha me dado. "De jeito nenhum vou deixar isso sem supervisão." As bochechas de Rose ainda estavam rosadas enquanto ela pensava em silêncio.
"O que você acha de ter uma gaveta no meu apartamento?", ela perguntou, mordendo o lábio novamente.
"Uma gaveta?" Levantei uma sobrancelha e sorri.
â Sim, uma gaveta. Você tem passado a noite aqui muitas vezes, e aà precisa sair para comprar roupas antes de voltar. Imagino que, se você for meu namorado agora, vamos dormir mais na casa dele, e prefiro que sua vida seja mais fácil com você tendo uma gaveta com algumas roupas extras. Quer dizer, você não tem...
"Eu adoraria uma gaveta", eu disse, interrompendo a frase dela. "Vou fazer uma para você também." Pisquei para ela, fazendo-a desviar o olhar enquanto corava ainda mais.
Adorei poder fazê-la se sentir assim. Ela está corando por mim, não pelo que estou dizendo, mas pelos pensamentos que tem sobre mim. Ela era tão linda com suas bochechas rosadas e cabelos flamejantes. Adoro seus olhos azuis glaciais e seus lábios rosados ââque contrastam com sua pele pálida. Ela é o epÃtome da beleza e é toda minha. Minha namorada. SaÃmos do elevador para o meu andar, em direção à minha porta. Rose pegou as chaves da minha mão e abriu a porta. Ela segurou a porta para mim, já que eu estava carregando a caixa pesada.
"Que moça gentil", brinquei, fazendo-a sorrir enquanto revirava os olhos.
"Acredito que você queira dizer cavalheiro."
"Tem alguma coisa que você não me contou, Rose?", brinquei de novo, fazendo-a rir.
â Hum, sim. Na verdade, sou um homem grande e musculoso. Como você não percebeu? â Ela entrou na brincadeira, me fazendo rir.
"Minhas desculpas, senhor. Perdoe-me."
"Vou deixar passar dessa vez, mas não se esqueçam de quem é o cara aqui", ela disse rindo.
â Sim, senhor. Você é quem manda nesse relacionamento. â Eu a saudei.
"à claro", ela disse com um aceno de cabeça enquanto fechava a porta da frente. Nós duas rimos enquanto eu colocava os diários dela na superfÃcie mais próxima, no caso, o meu balcão.
"Precisa de ajuda aÃ?", ela me provocou, e eu mostrei a lÃngua. Ela deu um sorriso irônico, fazendo meu coração disparar com sua beleza.
â Não, senhor. Eu cuido disso. â Pisquei para ela.
â Só para ter certeza. â Ela deu de ombros. â Você devia começar a trabalhar. Pare de me usar como distração â ela me repreendeu com o dedo apontado.
'Sim, senhor!' Beijei sua testa antes de ir para meu escritório.
A pilha de papéis estava enorme e minha motivação, baixa. Cerca de 30 minutos depois, eu me sentia como se estivesse morrendo de tédio. Suspirei fundo, fazendo a cabecinha da Rose aparecer pela porta.
"Você está bem?" Ela inclinou a cabeça para o lado de um jeito tão fofo.
"Isso é muito chato, Rose", admiti com outro suspiro.
"Que tal eu tornar isso divertido?", ela perguntou, entrando no escritório.
"E como você planeja fazer isso?" Inclinei-me para a frente na cadeira, interessado no que ela iria propor.
'Para cada tarefa que você realizar, você poderá me dizer para fazer algo. Pode ser absolutamente qualquer coisa. Eu tenho que fazer o que você disser, não importa o que seja. O que você diz?' Rose estava confiando tanto em mim agora, se ela estava disposta a me dar controle total sobre ela daquele jeito. Ela já me pediu para assumir o controle durante o sexo antes, mas isso é diferente. Isso é mais, e caramba, se ela não acabou de acender um fogo na minha bunda.
"Eu digo, claro que sim." Ela se sentou em uma das duas cadeiras em frente à minha mesa, me observando trabalhar. Era uma distração, mas também motivador. Adoro as coisas que a Rose cria. São sempre tão divertidas e diferentes.
â Pronto. â Sorri para ela enquanto terminava de revisar um contrato e rejeitá-lo.
"Qual é a sua ordem?", ela perguntou com um sorriso.
"Venha sentar no meu colo", eu disse a ela, empurrando a cadeira para que ela pudesse se sentar. Ela se levantou sem reclamar, sentando-se no meu colo com cuidado. Eu gostava de tê-la ali enquanto eu trabalhava. Novamente, uma distração, mas motivadora. Passei o braço em volta da cintura dela, peguei o próximo papel e o li atentamente. Eu a via lendo comigo também. Será que ela tem algum interesse nesse tipo de coisa? Mais 10 minutos depois, terminei, achando-o adequado.
"Feito", sussurrei em seu ouvido.
'O que você gostaria que eu fizesse em seguida?'
"Tire a calcinha e sente-se no meu colo." Dei a ela meu sorriso malicioso.
Eu queria sentir a boceta nua dela contra a minha coxa, só com a calça no caminho. Se ela não estivesse de saia, eu teria pedido para ela tirar a calça, mas isso é muito melhor. Não sei o que me deixa louco em saber que ela não tem calcinha por baixo da saia, mas fica. Ela se levantou, tirando a calcinha preta de renda. Jogou-a em mim com um sorriso irônico antes de se sentar no meu colo.
"Sinta-se à vontade para se esfregar em mim se sentir vontade", eu disse com um sorriso, o que me fez revirar os olhos, mas senti suas pernas se abrirem em resposta.
Será que consigo levar isso tão longe? O que ela vai fazer agora?
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