Chapter 16 of 38

O aniversário

Loba Rejeitada1,636 words~9 min read

Addy

O sol da manhã entra pela janela, atacando os meus olhos. Eu me mexo na cama, tentando lembrar onde estou, quando um braço me puxa para mais perto de um corpo duro. Fico tensa quando um rosto se enterra em meu pescoço, respirando fundo.

"Não durmo tão bem há meses," ele murmura.

À medida que a minha mente desperta, relaxo um pouco. Eu me viro para vê-lo sorrindo para mim. Seu cabelo está despenteado, o que o torna incrivelmente atraente. Meus olhos examinam seu rosto lentamente. Ele observa meu olhar antes de fechar os olhos e respirar fundo.

"Sonho com essa manhã há quase um ano. Acordar com a minha companheira nos meus braços quando o dia começa é um sonho que se torna realidade," diz ele, abrindo os olhos lentamente.

Eu bato em seu peito, de brincadeira. "Aposto que várias mulheres já acordaram na sua cama."

Ele franze a testa, procurando meu rosto. "E daí? Passado é passado. Isso é o que importa agora: nós, acordando juntos assim. Até encomendei um colchão novo ontem, depois que te encontrei. Podemos começar do zero."

Baixo meu olhar. "Ainda dói um pouco saber que houve outras antes de mim."

Ele me vira de costas, pairando sobre mim. "Eu já te disse, nada disso importa mais. Você é tudo o que importa pra mim agora. Prometo."

A porta se abre e sua irmã entra, bufando. "Sério?"

Ele vira a cabeça em direção a ela, rosnando. "Você poderia bater antes de entrar."

Ela ri enquanto fecha a porta. "Achei que vocês dois iriam esperar."

Ele sorri para mim. "Ah, isso? Ela tava só me dizendo como fico bonito logo de manhã. Eu tava mostrando a ela que gostei do elogio."

Ele abaixa ligeiramente os quadris, me deixando sentir a sua ereção matinal. Eu me contorço, tentando escapar, e os olhos dele escurecem.

"Não faça isso a menos que planeje passar o dia na cama comigo," ele avisa, levantando os quadris para longe de mim.

Eu o empurro, fazendo-o cair para o outro lado da cama. A Myra se joga no sofá, estalando a língua. Ele se levanta e volta para debaixo das cobertas.

"Ela não pode ficar na cama com você. Temos compromissos pra minha festa. Precisamos tomar café da manhã antes de começar o dia," diz ela, mexendo os dedos.

Ele geme quando começo a sair da cama. Seus braços envolvem a minha cintura, me puxando de volta. Eu grito quando caio em seu peito.

"Podemos pedir pra trazerem o café da manhã aqui. Quero um momento de carinho," diz ele, me puxando para mais perto.

Eu seguro o colchão enquanto ele puxa com mais força. O lençol sai da borda quando ele vence o cabo de guerra. Ele passa os braços em volta de mim, me puxando contra ele, e coloca uma perna sobre a minha.

"Que nojo," diz Myra. "Tá me dando vontade de tomar outro banho. Meu irmão mais velho amoleceu."

Ele olha para ela por cima das cobertas. "Você vai ficar igual quando encontrar o seu companheiro. Estou esperando ela acordar há quase meia hora."

Eu olho para ele. "Por que você não me acordou? Eu poderia ter me levantado e me vestido antes que ela entrasse."

Ele ri. "Você tava dormindo tão pacificamente. Eu não queria te incomodar. Você faz um som fofo quando dorme. Não é um ronco, é quase um miado."

Eu olho para ele. "Eu não faço!"

"Faz sim," diz a Myra. "Já ouvi muitas vezes quando você passou a noite aqui. Na primeira vez, levantei procurando um gatinho antes de perceber que era você."

Puxo as cobertas sobre a minha cabeça. "Posso ficar aqui pra sempre?"

As cobertas são arrancadas. "Não, mas vou te bater se você não levantar. Temos coisas pra fazer, amiga."

"Eu te disse, o café da manhã tá a caminho. Já entrei em contato com a cozinha. Eles estão trazendo. Não tem necessidade de sair correndo da cama ," diz ele, puxando as cobertas sobre mim.

Sento rapidamente. "Eu preciso me levantar. Não podemos ser pegos assim ainda."

Eu me movo mais rápido do que ele consegue reagir, fugindo para a beira da cama e pulando no chão. Vou para o banheiro e fecho a porta atrás de mim. Olho no espelho e engasgo com o meu reflexo. Meu cabelo está uma bagunça, espetado em todas as direções. Pego uma escova em uma gaveta para domar o meu cabelo. Quando volto, ele está sentado contra a cabeceira da cama, com os braços cruzados sobre o peito musculoso. Meus olhos percorrem seu peito e braços nus, observando os músculos salientes. Ele sorri, me pegando em flagrante.

"Gostou?" ele pergunta, flexionando os braços para fazer os músculos saltarem.

"Desculpa," gaguejo, baixando o olhar e correndo para o armário. Pego um short e uma blusa combinando e me viro para sair, apenas para esbarrar em seu peito.

"Eu disse pra você não se desculpar por olhar pra mim. Um dia você vai ver tudo isso e muito mais. Eu não me importo. Assim, eu sei que você tá interessada," diz ele, com as mãos nos meus quadris.

"Eu sei," digo, sentindo as minhas bochechas esquentarem. "Ainda tô me acostumando."

Corro de volta para o banheiro, ouvindo-o rir atrás de mim. Coloco as roupas que escolhi e volto para encontrá-lo vestido com shorts jeans azuis, mas ainda sem camisa. Vou até a mesa para me sentar no momento em que ouço uma batida na porta. Ele abre, pega uma bandeja da mulher do lado de fora e a leva até a mesa, flexionando os músculos enquanto se move. Ele está fazendo de propósito, tentando me fazer desmaiar.

Ele coloca a bandeja na mesa e se senta. Então, levanta a tampa da bandeja para revelar uma variedade de alimentos. "Eu não sabia o que você iria querer no café da manhã, então pedi um pouco de tudo."

Pego um pedaço de abacaxi e coloco na boca. Comemos e conversamos sobre a festa. A maior parte será focada na Myra.

"Na metade da festa, vou fazer o nosso anúncio. Assim, vai dar tempo pra Myra ver se o companheiro dela aparece e vamos conseguir nos misturar e dançar," diz ele, dando uma mordida na panqueca.

"Você não tá preocupado que as pessoas descubram sobre nós antes do anúncio se você ficar do meu lado?" Eu pergunto, pegando um morango.

Ele abaixa o garfo. "Não, na verdade não. As pessoas vão descobrir no meio da festa, de qualquer maneira. Se alguém descobrir antes, não me importo. Você vai ser anunciada como minha acompanhante quando entrarmos."

Deixo cair o kiwi que estava segurando. "O-o quê?"

A Myra coloca de volta no meu prato. "Você não pensou que vocês dois iriam entrar juntos?"

Eu olho para ela. "Sei lá... Não achei que entraria de braços dados com ele."

Os dois param de comer para olhar para mim. "Por quê? Esse será um dos dias mais importantes das nossas vidas. O próximo grande dia vai ser quando anunciarmos a cerimônia de acasalamento, e depois, quando começarmos a ter filhotes."

"Desculpa, toda hora eu deixo você com raiva de mim," digo, com lágrimas brotando nos meus olhos.

Ele enxuga uma lágrima antes que ela caia. "Eu não tô com raiva, Addy. Você só precisa aceitar que essa é a sua vida agora. Vamos ficar juntos de agora em diante e vão existir momentos em que você vai ter que estar do meu lado."

"Achei que isso começaria depois do anúncio, não antes," digo, fungando.

Ele se levanta, então agacha na minha frente e olha nos meus olhos. "Não chora, querida. Você poderia, por favor, entrar comigo? Vai ser uma declaração de que você pode ser minha e mostrará a outros homens não acasalados que eles não devem te incomodar. Se as pessoas descobrirem, eu não me importo. A única coisa que importa é você estar do meu lado durante a festa."

Myra coloca a mão no meu braço. "Nós falamos que isso aconteceria quando compramos aquele vestido."

Respiro algumas vezes rapidamente. "Não tenho certeza se tô pronta pra esse tipo de atenção ainda. E se eu fizer alguma coisa estúpida?"

Os dois balançam a cabeça lentamente. "E daí? A Macie nunca mais vai te incomodar. Isso vai mostrar pra todos na escola que não podem tocar em você, nem mesmo podem pensar nisso. É um sinal que anuncia o quão poderosa você vai se tornar. Você não vai fazer nada estúpido," diz ele, pegando na minha mão.

Myra olha para o relógio de pulso e se levanta. "Temos que ir. Precisamos chegar ao nosso compromisso em cinco minutos. Hora de se arrumar pra minha festa. Você vai adorar!"

Ele se levanta também, me puxando. "Tô animado pra ver como você vai ficar. Você vai ser a mulher mais linda do baile, tão irreconhecível que eles nem saberão quem você é."

Ele me envolve em um abraço rápido, dando um beijo na minha testa. No mesmo momento, a Myra agarra a minha mão e começa a me tirar do quarto dele. Estamos na metade do caminho quando a Macie passa, nos lançando um olhar desagradável. Olho para trás bem a tempo de vê-la fazer uma pausa na frente do quarto dele e desaparecer pela porta aberta. Puxo o braço da Myra, apontando para trás.

"Ela acabou de entrar no quarto dele. Precisamos voltar," insisto.

Mas a Myra simplesmente me puxa com mais força. "Ele consegue lidar com ela. Temos um cronograma apertado pra cumprir, se quisermos terminar tudo a tempo. Não vai acontecer nada, confia em mim."

Quero acreditar nela, mas o desconforto da Mystic é contagiante. Ele disse para ela deixá-lo em paz, então por que ela está tentando falar com ele agora? Não consigo me livrar da sensação desconfortável que está tomando conta de mim.

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