CapÃtulo 709 Felipe estava quase certo de que Angela tinha sido infectada pela Medusa.
âO que fazemos se for Medusa mesmo?â
Ramalho disse: âExiste apenas um jeito de tratar, que é⦠terapia com bacteriófagos.â
âOnde podemos encontrar os bacteriófagos?â â Felipe perguntou rapidamente.
selva amazônica era vasta, e encontrar microrganismos invisÃveis a olho nu era mais dificil do que encontrar uma agulha no fundo do mar.
Ramalho explicou: âOs bacteriófagos vivem em⦠bactérias, cada um especifico para⦠uma bactéria.
O hospedeiro da Medusa é esse pequeno ouriço, e os bacteriófagos que a parasitam⦠só podem ser encontrados nesse animalâ.
Os olhos de Felipe se iluminaram, não era de se admirar que a equipe de busca nunca tivesse encontrado os bacteriófagos, eles não tinham encontrado o hospedeiro certo.
âEsse ouriço tem alguma caracteristica especial?â
disse Zito: âEle é muito pequeno, ainda menor do que os⦠ouriços anões africanos. Quando está escondido em algum lugar da floresta⦠é quase impossivel encontráâlo. Seus espinhos têm⦠très cores, a base é branca, o meio é marrom e o topo é preto, e suas garras são completamente pretas.
Eu ouvi o Zito dizer que encontrou o animal⦠perto dos arbustos nas margens do Rio Paranáâ.
Felipe imediatamente tirou o celular do bolso e passou a informação para a equipe de busca; com uma direção, eles não precisariam mais procurar às cegas.
âà possÃvel cultivar esses bacteriófagos artificialmente?â
Ramalho mostrou um ar misterioso: âPara cultivar os bacteriófagos, primeiro precisa⦠cultivar a Medusa. No experimento do Zito, o hospedeiro perfeito para a Medusa era⦠este pequeno ouriço. A Medusa pode⦠coexistir com ele sem matáâlo, e assim os bacteriófagos que têm a Medusa como hospedeiro também podem⦠se multiplicar. Outros hospedeiros, como o corpo humano⦠não funcionam. Sem o controle dos bacteriófagos, a Medusa⦠rapidamente mataria o hospedeiro. Então, deveâse injetar uma quantidade apropriada de bacteriófagos dentro de uma semana após a infecção⦠pela Medusa paral manter o equilibrio e evitar a doença.â
âEntão, para cultivar os bacteriófagos, precisamos⦠encontrar esse ouriço primeiro, pois em outros ambientes isso não funcionaria.â
âEntendi.â â Felipe acariciou seu queixo, o mais importante agora era encontrar o ouriço. Com ele, tudo estaria resolvido.
Ramalho olhou para ele: âPrimo, não me diga que alguém foi infectado pela Medusa?â.
Felipe deu um tapinha no ombro dele: âEu só estava perguntando. Obrigado por salvar a Sueli hojeâ.
Ramalho sorriu e coçou a cabeça: âDa próxima vez que for à praia, tome cuidado para não ser picado por uma aguaâvivaâ.
Na Mansão Martins, Angela abraçou seu filho Nilo.
âMeu amor, não tenha medo, a mamãe está aqui.â
09:46 Capitulo 709 O pequeno Nilo tinha uma coragem e força além de sua idade: âMamãe, não se preocupe, eu não tenho medo. Se eu for cuidadoso, os planos dos vilões nunca darão certo Vou avisar a Manuela e a irmã Sueli para ficarem atentas também.â
Angela carinhosamente passou a mão na cabeça do filho âSueli já está bem. Papai e mamãe vão acabar logo com os inimigos para que Nilo possa brincar feliz como as outras crianças.
Nilo sussurrou: âMamãe, você também precisa ter cuidado com o Galeno, se os bandidos virem dele e pensarem que sou eu, vai ser ruim.â
âQuerida, você não precisa se preocupar com o Galeno, apenas cuide bem de si mesma.â
Quanto mais sensÃvel a criança se tornava, mais Angela sofria.
Nilo olhou para ela: âMamãe, Galeno é Noe, não é?â
le é Noeâ.
Angela sentiu uma dor aguda no coração: âEle⦠é seu irmão, então é claro⦠ele